Chrome na Globo

Parece que o Google está investindo mesmo na ferramenta que se propõe a ser uma vitrine para o seu mercado de aplicativos em nuvem. Foi veiculado ontem na Rede Globo um comercial do navegador do Google, o Chrome (vide abaixo). Dentre as novidades para as próximas versões, estão recursos para disponibilização e controle de aplicativos em ambientes corporativos (veja post, em inglês).

Nos últimos 4 meses, 18% das pessoas que visitaram esse blog utilizaram o Chrome e 27% utilizaram o Firefox. O Internet Explorer segue com 52% (perdendo mercado).

E um ótimo 2011 para quem passar por aqui!!!!

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O passaporte também na era digital

Depois de diversas mudanças, o novo passaporte brasileiro será o mesmo adotado na União Européia, Japão, Estados Unidos e Austrália. E ele até lembra o RIC (Registro Único de Identidade Civil) em alguns itens.

Veja na íntegra no G1.

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RIC: a nova identidade

Agora é definitivo. A estimativa é de que em 9 anos todos os brasileiros terão o novo Registro Único de Identidade Civil (RIC). Vai ser difícil se acostumar à idéia de que o RG não mais existirá. O novo  documento reunirá dados de diversos outros documentos como CPF, Título de Eleitor e Carteira de Habilitação no formato de um cartão de crédito contendo chip. Os primeiros 100 mil RICs já devem ser expedidos em dezembro deste ano.

Além dos itens de segurança, que reduzem a possibilidade de falsificações, um dos itens mais importantes do novo documento é o certificado digital, o mesmo que hoje permite a assinatura das NFe-s por pessoas jurídicas. Isso possibilitará que muitos documentos possam ser assinados eletronicamente de maneira segura por qualquer pessoa física. Outro benefício é a possibilidade de manifestação de apoio a projetos de lei por meio de assinaturas eletrônicas, o que permitirá o aumento da participação direta do cidadão e o aumento da legitimidade das decisões tomadas pelo Legislativo brasileiro.

Hoje, cada estado possui sua numeração para o Registro de Identidade. Isso sempre foi um problema para os desenvolvedores de software porque seus produtos devem permitir a entrada de números duplicados. Com o RIC será diferente. A numeração será única em todo o território brasileiro. Além disso, através do certificado digital, o RIC também ajudará as soluções de software a reforçarem seus mecanismos de autenticação, ou seja, um funcionário só poderá acessar os dados através de uma senha e do seu próprio RIC.

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NF-e 2.0: as principais mudanças

A implantação da NF-e 2.0 foi adiada, mas as novidades e as novas regras continuam. Você usa alguma solução ERP para automatizar a emissão e/ou a recepção de suas notas? Ela está preparada? Veja as referências abaixo.

Blog Roberto Dias Duarte – “Principais mudanças na segunda geração da NF-e”

Blog Actionnet – “Já devo estar preparado para a NF-e de segunda geração?”

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Era uma vez um empresário, seu contador e seu sistema ERP …

Hoje vou contar uma história trágica, porém real. Ela ocorreu em um de meus clientes que, obviamente, terá o nome preservado. Vou contar em formato de diálogo porque fica mais fácil entender qual a situação dos envolvidos e a postura de cada um deles frente aos problemas e soluções. Também não vou fornecer datas, mas ela ocorreu em um período de 8 meses do ano de 2009. Os personagens são o Empresário, o Contador, o Fornecedor do ERP e o Consultor de TI (sim, eu mesmo).

Tudo começou quando o Contador procurou o Empresário:

– Temos um problema. A Sefaz está exigindo que enviemos no arquivo do Sintegra* os registros do tipo 75 (itens de nota) de todas as notas de entrada e saída geradas de 36 meses para cá. Isso está como pendência, veja este relatório emitido diretamente do site da Sefaz….

O Empresário protestou:

– Poxa, estamos devendo todo esse tempo e só agora você me avisa!?!? Não é o seu escritório quem sempre enviou esses arquivos?

– Nós enviamos, mas não podemos fazer mais. Nosso sistema ainda não permite a entrada dos itens da nota. Só damos entrada no valor total e esse trabalho ainda é manual. Já falei com o programador e ele disse que não tem previsão porque a alteração é complexa.

– Então como vamos resolver isso?

– Nós teremos que gerar esse arquivo pelo ERP da sua empresa. Vou verificar com o fornecedor do seu ERP. Ahhh, já ia esquecendo. Em três meses seu setor será obrigado a emitir NF-e. Você também precisa estar adequado neste prazo. Vou falar com o seu fornecedor de ERP sobre isso também.

Algum tempo depois o Contador retorna:

– Verifiquei com seu fornecedor de ERP e ele disse que precisará de 200 horas de projeto para gerar os arquivos retificadores.

– Como assim?

– Não é tão simples. Precisamos ter certeza das informações que estamos enviando para a Sefaz. Precisamos ter certeza que os valores escriturados batem com os valores enviados pelo Sintegra e com os valores das notas. Qualquer falha e você entra na mira da Receita. E quanto à solução para NF-e, seu fornecedor irá cobrar R$800,00 pela instalação e mais R$200 mensais para manutenção e suporte.

O Empresário pensou revoltado:

– Vou pagar para ter de refazer um trabalho que você fazia e que meu ERP também deveria estar fazendo corretamente!!! Droga, não vou comprar brigas, eu sou refém do contador e do fornecedor de ERP mesmo …

Passou algum tempo e o Empresário digerindo o assunto teve uma idéia:

– Esse problema é mais de Tecnologia da Informação do que de contabilidade ou de obrigações fiscais. Vou pedir conselhos para um consultor de TI para ver se é mesmo necessário gastar essas 200 horas e aproveito para perguntar sobre a NF-e.

E chamou o Consultor de TI . E, então, veio o Consultor de TI.

O Empresário contou toda a situação e questionou sobre a necessidade de contratação de horas para geração dos arquivos retificadores do Sintegra e sobre a solução para NF-e.

O Consultor respondeu:

– Quanto à NF-e, podemos verificar a viabilidade da solução da Sefaz de São Paulo. Ela é gratuita e bem simples. Se você gera de 40 a 100 notas por mês, eu indicaria essa solução. Posso orientar nos passos necessários para obtenção do certificado digital, para instalação da solução e para treinamento dos seus usuários. Quanto aos arquivos do Sintegra, trata-se de um problema mais complexo e trabalhoso por ser um período muito grande de pendências envolvendo muitos dados, mas acredito que essa validação pode ser feita internamente por seus próprios funcionários. Não é necessária a contratação das horas de consultoria do fornecedor de ERP. Posso orientar todo o processo também.

– Ok. Como faremos?

– Primeiro preciso de um relatório do seu contador contendo todas as notas de entrada e saída geradas no período em questão. Também preciso de acesso a todas as notas em papel em seu arquivo. Tudo o que foi escriturado pelo seu contador, ou seja, cada nota de entrada e cada nota de saída deve estar em conformidade com os arquivos retificadores que serão enviados para a Sefaz. Também preciso de acesso ao sistema e do suporte do seu fornecedor de ERP e de um funcionário do departamento financeiro que receba minhas orientações para essa atividade.

– Ok. Vamos fazer isso. Se essa atividade ficar sob minha responsabilidade, pelo menos posso garantir que ela será realizada corretamente. O funcionário Joãozinho te acompanhará nessa atividade.

E algum tempo passou. O Consultor de TI contatou o Contador e o Fornecedor de ERP e encontrou alguma relutância, afinal eram eles que deveriam estar faturando esse serviço. Foram passadas orientações para que o Joãozinho pudesse realizar a atividade, mas ocorreram diversos problemas e o Consultor de TI retornou:

– O sistema do seu contador, apesar de ainda não contemplar os itens da nota, é mais confiável quanto aos valores, afinal esses valores são simplesmente copiados por digitação das próprias notas. Se houver algum erro, será de digitação. Felizmente você possui os arquivos dos movimentos mensais bem organizados e todas as notas de entrada e de saída foram encontradas. Quanto ao seu ERP temos um grande problema.

– O que acontece?

– Antes de enviar o arquivo retificador, precisamos validá-lo com um programa fornecido pela própria Sefaz. Encontrei muitas inconsistências e um problema grave que provavelmente está afetando todos os clientes do seu fornecedor ERP.

E o Consultor de TI continuou com o Empresário:

– Existem diversas inconsistências na validação dos arquivos gerados pelo seu ERP. Por exemplo, ele não validava a entrada do campo CNPJ para clientes ou fornecedores antigos, então precisamos retornar ao cadastro de todos eles e corrigir essa informação. O mesmo acontece para outros campos. Esse erro ocorre devido a uma falha técnica do seu sistema e deveria ser corrijido sem custo, afinal você paga mensalmente a taxa de suporte. Mas recomendo que seu pessoal mesmo corrija, apenas como garantia.

– Ok.

– Tem mais um problema, o maior. No arquivo enviado devem constar notas de entrada e de saída, ou notas próprias ou de terceiros. O sistema da Receita diferencia isso por um “T” ou por um “P” em um campo. O problema é que o seu ERP gera todas as notas com um “P”, ou seja, é como se não existissem notas de entrada na sua empresa e todas elas passassem a ser notas de saída. Isso é grave, considerando que todos os clientes do seu fornecedor ERP devem estar com o mesmo problema e que duvido que ele esteja com disposição para colocá-los a par e utilizar recursos para corrigir e gerar novamente todos os arquivos enviados até hoje. O que mais me deixa surpreso é como isso passou desapercebido até hoje!!! Vou pedir que eles corrijam e depois geraremos novamente os arquivos.

– O problema é que as minhas informações estão no sistema deles, senão já tinha escolhido outro fornecedor.

– Também existem técnicas para se trocar de sistemas. Nós chamamos isso de migração. O ideal é que você escolha criteriosamente um fornecedor logo no início para evitar esses trantornos, mas os problemas vêm com o tempo e a empresa vira refém do fornecedor de sistemas por não ter informação especializada.

Algum tempo depois os arquivos retificadores com todas as informações corretas foram gerados e enviados para a Sefaz. O Empresário continuou refém do Fornecedor de ERP e do Contador, porém agora sabia que tinha uma opção.

Moral da história:

1) trate os assuntos de maneira correta, nunca dependa do seu contador ou do seu fornecedor de ERP para atividades que envolvam “caixa 2″. A empresa é responsável por toda a prestação de contas por um período de 5 anos e o cerco está fechando com as iniciativas da NF-e e SPED. Portanto, corrija agora suas informações, aponte seus estoques com precisão, faça notas para tudo que vender e peça notas de tudo que comprar. Em um futuro não tão distante não serão os fiscais que apontarão falhas, serão os computadores da Receita Federal. Esteja preparado, durma sem peso na consciência.

2) se tem dores de dente, vá ao dentista. Se quer saber como pagar menos impostos, seu contador deveria ajudar. Se quer escolher a melhor solução de TI, contrate um especialista para ajudá-lo, não deixe que outra pessoa escolha por você. Essa é uma decisão bastante séria e você pode poupar-se de muitos problemas e frustações no futuro.

* Sintegra – arquivo enviado mensalmente por empresas que possuem sistemas de informações às Sefazes dos seus estados contendo principalmente dados de notas fiscais de entrada e saída e posições de estoque.

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Tecnologia de grandes para pequenos

A cidade de Los Angeles,  a segunda maior dos Estados Unidos, concluiu a migração de mais de 15000 funcionários de 36 departamentos para o Gmail e o Google Apps*. Quando o projeto estiver completo, mais de 30000 funcionários estarão usando as aplicações do Google para email, agenda, documentos, planilhas e comunicação on-line por mensagens e vídeo (veja o artigo na íntegra, em inglês).

Isso mostra as possibilidades que soluções no modelo de Software como Serviço (SaaS) trazem para todos. Não há discriminação, pois o mesmo serviço, com as mesmas funcionalidades, com os mesmas condições de investimentos e com 99,9% de garantia de disponibilidade está ao alcance de grandes e de pequenas empresas. Além disso, os serviços do Google Apps podem ser utilizados gratuitamente por organizações que possuem até 50 contas de usuários.

Quanto sua empresa paga hoje pelas contas de email em provedores como Terra, UOL ou iG? Qual o seu custo anual com licensas para editores de texto, planilhas e ferramentas de e-mail? Você paga para alguém administrar seu servidor de emails? Já colocou no papel seus custos com mão-de-obra, energia e manutenção dos servidores? No Brasil existe um contingente imenso de pequenas e médias empresas que precisam se profissionalizar no uso da tecnologia e usufruir dos seus benefícios.

Quer conhecer melhor o Gmail, o Google Apps e outras soluções de Tecnologia da Informação para pequenas empresas? Entre em contato. Podemos agendar uma visita sem compromisso para entender suas necessidades.

* Google Apps – ferramenta que oferece recursos equivalentes ao Microsoft Office

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Outsourcing e Cloud Computing: complementares?

Um artigo recente no site TI Inside chama atenção para o fato de que outsourcing (ou terceirização) e Cloud Computing “complementam-se”. Ainda outro artigo fala que Cloud Computing é apenas mais uma “versão do modelo de terceirização”. Ambos dão uma idéia de que os dois conceitos podem conviver perfeitamente. Será que é isso mesmo? Vamos confrontar essas opiniões com a de outro artigo, em inglês, publicado no site NetworkWorld.

A premissa da terceirização é: nós fazemos seu trabalho por menos, ou em outras palavras, nós podemos gerenciar sua TI de maneira mais eficiente e barata do que se você o fizesse. Só há um problema com isso: Cloud Computing traz um ambiente de computação incrivelmente maleável e torna o uso de serviços sob demanda uma realidade. Por exemplo, na Amazon, paga-se apenas pelos recursos computacionais que se consome. Não há necessidade de comprar quatro servidores de última geração para processar seu fechamento contábil e sua folha de pagamentos uma vez por mês se hoje já existe a opção de consumir esses recursos com as máquinas virtuais do Amazon EC2!! A natureza agradece e o bolso também.

Isso muda completamente as expectativas de custos dos clientes. Torna-se fácil enxergar que Cloud Computing quebrará paradigmas em toda a cadeia de terceirização de TI. No futuro, os clientes terão a expectativa de fornecimento de serviços que suportem baixa preditividade e, certamente, não é essa a maneira com a qual os fornecedores estão acostumados a trabalhar hoje. Além disso, as áreas de negócios poderão decidir por soluções em nuvem que mais lhes convenham sem muita interferência de seus pares de TI, e as terceiras novamente deverão se adaptar. Na realidade esse modelo é mais parecido com o de prestação de serviços públicos (como energia elétrica, água, luz e telefone) do que com o modelo da própria terceirização.

Mas, toda mudança traz oportunidades. Cloud Computing oferece a oportunidade de que as empresas de terceirização de TI forneçam serviços de alto valor agregado, com sistemas mais integrados e conectados e que reduzam a dependência de trabalhos repetitivos (como por exemplo, digitação de notas fiscais e boletos bancários). Essa mudança será motivada por clientes que exigirão que seus  fornecedores de TI desenvolvam soluções mais produtivas.

Ou seja, esses novos conceitos chegaram para romper grandes paradigmas. Talvez, em um futuro não tão distante, boa parte do que hoje é terceirização de TI passe a se chamar Software como Serviço (SaaS).

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