Outsourcing e Cloud Computing: complementares?

Um artigo recente no site TI Inside chama atenção para o fato de que outsourcing (ou terceirização) e Cloud Computing “complementam-se”. Ainda outro artigo fala que Cloud Computing é apenas mais uma “versão do modelo de terceirização”. Ambos dão uma idéia de que os dois conceitos podem conviver perfeitamente. Será que é isso mesmo? Vamos confrontar essas opiniões com a de outro artigo, em inglês, publicado no site NetworkWorld.

A premissa da terceirização é: nós fazemos seu trabalho por menos, ou em outras palavras, nós podemos gerenciar sua TI de maneira mais eficiente e barata do que se você o fizesse. Só há um problema com isso: Cloud Computing traz um ambiente de computação incrivelmente maleável e torna o uso de serviços sob demanda uma realidade. Por exemplo, na Amazon, paga-se apenas pelos recursos computacionais que se consome. Não há necessidade de comprar quatro servidores de última geração para processar seu fechamento contábil e sua folha de pagamentos uma vez por mês se hoje já existe a opção de consumir esses recursos com as máquinas virtuais do Amazon EC2!! A natureza agradece e o bolso também.

Isso muda completamente as expectativas de custos dos clientes. Torna-se fácil enxergar que Cloud Computing quebrará paradigmas em toda a cadeia de terceirização de TI. No futuro, os clientes terão a expectativa de fornecimento de serviços que suportem baixa preditividade e, certamente, não é essa a maneira com a qual os fornecedores estão acostumados a trabalhar hoje. Além disso, as áreas de negócios poderão decidir por soluções em nuvem que mais lhes convenham sem muita interferência de seus pares de TI, e as terceiras novamente deverão se adaptar. Na realidade esse modelo é mais parecido com o de prestação de serviços públicos (como energia elétrica, água, luz e telefone) do que com o modelo da própria terceirização.

Mas, toda mudança traz oportunidades. Cloud Computing oferece a oportunidade de que as empresas de terceirização de TI forneçam serviços de alto valor agregado, com sistemas mais integrados e conectados e que reduzam a dependência de trabalhos repetitivos (como por exemplo, digitação de notas fiscais e boletos bancários). Essa mudança será motivada por clientes que exigirão que seus  fornecedores de TI desenvolvam soluções mais produtivas.

Ou seja, esses novos conceitos chegaram para romper grandes paradigmas. Talvez, em um futuro não tão distante, boa parte do que hoje é terceirização de TI passe a se chamar Software como Serviço (SaaS).

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